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Universidade Federal, gratuíta, de qualidade e mais inclusiva

A jornalista Mariana Baierle,  conselheira pela Fundação Piratini no CONSUM, participou das duas reuniões do Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que  vão garantir a reserva de vagas para pessoas com deficiência no vestibular dessa universidade.

Assim, 25% das vagas do vestibular serão destinadas as pessoas com deficiência egressas do ensino público.
As pautas que traziam como sugestão a ampliação do direito para pessoas com deficiência e egressas do ensino privado-  médio- não foram acolhidas pelo Conselho.
Também, cabe destacar, com relação a inovação trazida na lei brasileira de inclusão sobre A avaliação da deficiência na perspectiva  biopsicossocial foi suprimida do texto pela maioria do colegiado, embora proposto e enfatizado por Mariana, que tem baixa visão.

A representante considera que é um importante avanço na política da universidade mas pontua que algumas questões ainda precisam ser melhor compreendidas e ampliadas dentro desta discussão de forma a não prejudicar as pessoas com deficiência. A conselheira foi a única pessoa com deficiência A participar Das sessões plenárias que aprovaram as cotas no vestibular.

A Associação de cegos do Rio Grande do Sul parabeniza atuação da sócia em questão ao mesmo tempo que se soma a esta para que os direitos sejam garantidos e ampliados em uma época de tantos retrocessos.

ACERGS

A Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (ACERGS), fundada em 20 de outubro de 1967, é uma instituição assistencial para pessoas cegas ou com baixa visão, sendo dirigida por deficientes visuais. Atua na busca da inclusão de seus usuários na vida comunitária e no mercado de trabalho, através da promoção de oficinas de reabilitação, qualificação profissional, geração de renda e empregabilidade, prática paradesportiva e atividades socioculturais. A ACERGS também é uma entidade de defesa de direitos das pessoas com cegueira e baixa visão e todas as ações desenvolvidas pela instituição visam a autonomia e independência dos deficientes visuais e, assim, geram melhora da auto-estima, autoconfiança e segurança no ir e vir dessas pessoas. Por outro lado, essas ações contribuem para que a família tenha uma melhor compreensão do seu papel em relação à pessoa com deficiência. Uma pessoa cega ou com baixa visão, que acredite em si mesma, que tenha o apoio da família e da sociedade, que receba um treinamento adequado para ter acesso à informação, conhecerá um sentimento denominado dignidade e terá acesso pleno à cidadania.

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