HISTORIA DE JUDOCA DA ACERGS E DESTAQUE NA MIDIA GAUCHA

Fonte: Agencia RBS – 16/06/2017

Jornalista Camila Nunes

Aos três anos de idade, Anderson Wassian sofreu uma grave alergia medicamentosa e precisou ser internado na UTI de um hospital. O menino passou 40 dias em coma e acabou ficando cego. Hoje, aos 17, Anderson é um dos destaques do judô paralimpico gaúcho, integrante da equipe da Associação de Cegos do Rio Grande do Sul.

Sua trajetória até os tatames não foi fácil. Com sequelas físicas depois de vencer o coma — como queimaduras pelo corpo e os cílios que cresciam para o lado interno dos olhos —, o menino teve uma infância marcada por cirurgias e depressão. De temperamento arredio, quase não tinha amigos. A mãe, Tânia Karina Wassian, conta que a visão foi diminuindo aos poucos. Embora Anderson não tenha ficado totalmente cego, a acuidade visual é muito baixa e agravada por uma fotofobia, que a torna oscilante.

— Não era possível medir a acuidade visual dele, e as escolas nas quais ele estudava, muitas vezes, cobravam como se ele enxergasse. Não o tratavam como deficiente visual. Ele tentava andar de bicicleta e não conseguia. Jogava futebol e batia a cabeça na trave. Ele tentava ter uma vida de criança que enxergava, mas não tinha condições — relata a mãe.

Somente aos 13 anos Anderson sentiu o jogo virar. Convencida pelos médicos de que a falta de visão do filho era irreversível, Tânia decidiu que precisava dar a ele condições para que tivesse uma vida adaptada à realidade de um deficiente visual. A primeira atitude foi tirá-lo da escola onde estudava e matriculá-lo no Instituto Santa Luzia, tradicional colégio de Porto Alegre conhecido por receber grande número de cegos entre seus alunos. Anderson desabrochou. Aprendeu a andar com a bengala e descobriu o paradesporto.

Nas aulas de educação física, conheceu o goalball. Chegou a praticar o esporte por algum tempo, inclusive disputando as Paralimpíadas Escolares de 2014. Mas Anderson gostava mesmo era de judô. Desde pequeno, brincava de luta com o irmão mais velho. Pela TV, admirava o ex-judoca gaúcho João Derly, bicampeão mundial.

— O judô para mim significa autonomia, disciplina e noção de respeito ao próximo. Amo o que eu faço — declara Anderson.

Sabendo do interesse, um professor do Santa Luzia o apresentou aos senseis do Grêmio Naútico União. Anderson ganhou uma bolsa para treinar no clube.

A permanência no União durou poucos meses. Motivado por um grupo de amigos, também deficientes visuais, que eram judocas da Acergs, Anderson passou a treinar na Faculdade de Educação Física, Fisioterapia e Dança da UFRGS. Por meio de uma parceria com o projeto de extensão Bugre Lucena, a Associação de Cegos do Estado oferece a prática do judô para jovens e adultos.

Gustavo Schumacher, professor do Bugre Lucena e técnico da equipe da Acergs, relembra que, logo que chegou, Anderson já mostrava ser um atleta diferenciado:

— Quando a pessoa começa a praticar judô, ela demora um tempo para iniciar as competições. Só que, no caso do Anderson, nós o colocamos para competir mais cedo do que a média. Justamente porque víamos nele um grande potencial. Tinha uma postura diferenciada, um comportamento em cima do tatame adequado nos combates. É difícil traduzir em palavras. Mas a gente, que tem experiência, bate o olho e sabe quando um atleta tem potencial. Ele reproduz bem o que pedimos. É coordenado. Tem muita força física.

Os treinos de Anderson duram cerca de uma hora e meia, no período da noite, de segunda a quinta. Para manter o físico em dia, o faixa laranja corre na esteira por 25 a 30 minutos, quatro vezes por semana, em uma academia perto de casa. O peso é uma preocupação constante na vida do paratleta. Para não ultrapassar os 66kg, categoria em que o jovem luta, cortou carboidratos e mantém uma alimentação à base de verduras e proteínas.

A bolsa que recebe do governo federal como paratleta na categoria estudantil — R$ 370 mensais — ajuda na compra dos alimentos necessários.

O dia de Anderson começa cedo. Às 6h, já está de pé. Acompanhado da mãe, caminha até a parada e pega o ônibus que o leva para o bairro Cavalhada, onde fica o Santa Luzia. Lá, se desloca sozinho, com o auxílio da bengala. Quando precisa viajar para disputar alguma competição, o colégio lhe dá suporte, oferecendo a possibilidade de recuperar trabalhos. O lazer fica em segundo plano.

— Nunca fui muito de ir a festas. Sou bem caseiro. Até porque estudo de manhã e treino à noite. Nem tenho muito tempo de ficar saindo. Então, para mim, essa rotina é bem tranquila — garante Anderson.

Quando fala das próprias virtudes como judoca, Anderson diz ser muito confiante em cima de um tatame. Schumacher complementa:

— Ele tem toda uma postura de combate, uma capacidade de compreender o cenário da luta. Ele me ouve muito durante os duelos. Ele capta muito facilmente o que estou passando. Temos uma sintonia muito boa.

Anderson atribui ao apoio da família — especialmente da mãe — grande parte do êxito na carreira:

— Minha mãe sempre corre comigo em tudo que eu preciso: laudo médico, exames físicos. Além disso, ela me ajuda a segurar na alimentação, me alertando para o que vou comer. Está sempre de olho no que eu faço, querendo o meu melhor. Esse apoio é fundamental para mim.

O garoto sonha com os Jogos Paraolímpicos de Tóquio, em 2020. A mãe orgulha-se da transformação que o esporte causou na vida do filho:

— Hoje ele tem identidade, tem vida. Antes ele era o coitadinho, aquela criança depressiva. Hoje ele é o Anderson Wassian, atleta do judô. É um vitorioso, uma pessoa dedicada e totalmente transformada pelo esporte.

Na Associação de Cegos do RS, o judô sobrevive graças a uma parceria com a UFRGS, pelo projeto de extensão Bugre Lucena. Como a Acergs não tem locais próprios de treinamento, a equipe utiliza as instalações da Faculdade de Educação Física, Fisioterapia e Dança (Esefid). Toda a estrutura de professores e coordenadores pertence à universidade. Em caso de lesão, a clínica de fisioterapia é utilizada pelos paratletas.

— Tínhamos um projeto que contemplava a remuneração de professores, custeio de passagens aéreas e compra de materiais. Era um edital do Ministério do Esporte, que vencia em março de 2016. Como sobrou esse valor, apresentamos um pedido de aditivo. Em abril, recebemos a autorização. Só que, com a troca do governo, a documentação ficou trancada e hoje esse dinheiro está parado na conta — lamenta Glailton Wincler – Diretor de Esporte da ACERGS.

São João, São João, ACERGS acende a fogueira no seu coração

Com a chegada do inverno no mês de junho, vem a festa junina Arraial da Acergs . Este tradicional arraial será no dia 24 de junho, sábado, a partir das 15h, no espaço da  sede social da entidade   (Av. Monte Cristo, 450, Vila Nova). A equipe da festa junina oferecerá comidas típicas para a ocasião, brincadeiras, fogueira, música e muita diversão para adultos e crianças. Interessados em participar devem adquirir o  ingresso manossa sede administrativa (Rua Vigário José Inácio, 433, 6º andar, Centro), no valor de R$ 5,00 para maiores de 11 anos.

Cada ingresso adquirido para festa poderá ser trocado por uma ficha de quentão ou duas fichas de pipoca.
Venha festejar conosco!

Serviço
O que: Arraial da associação de cegos do Rio Grande do Sul
local: avenida Monte Cristo 450-vila nova
Quando: dia 24 de junho, sábado, a partir das 15h00
Valores: cinco reais para  maiores de 11 anos.
Facilidades: estacionamento no local. Lotação  e ônibus vila nova com parada na frente da sede social.
Informações por telefone: (51) 3225 3816, de segunda a sexta, das 12 às 18h00.

NOTA DE REPÚDIO

A
Associação de Cegos do Rio Grande do Sul ACERGS, repudia
veementemente as declarações feitas pelo Diretor de
Acessibilidade e Inclusão da Secretaria Municipal de
Desenvolvimento Social SMDS de Porto Alegre – Sr. Gabriel
Piazza Alban, em reportagem veiculada, na edição do
último final de semana (17 e 18/6), no jornal Zero Hora.
Diz o diretor: “A obra está em fase de conclusão.
Vai ser colocado o piso tátil na região correta para melhorar a sinalização.
Às vezes é melhor atender a um grupo maior: tem mais cadeirantes,
idosos, obesos e pessoas com carrinhos de bebês do que
cegos. Estamos buscando uma melhoria, mas é complicado de
conseguir agradar a todo mundo.”

As declarações denotam claro despreparo do diretor para o
exercício da função, haja vista o completo
desconhecimento do conceito de acessibilidade universal e o
inadmissível desrespeito com as Entidades, Conselhos e
comunidade de pessoas cegas e com baixa visão de nossa
Capital, manifestado em suas palavras. Segundo o Censo 2010
do IBGE, 249 mil ou 15% da população portoalegrense possui
deficiência visual em algum nível.

É inconcebível que o gestor incumbido de coordenar as
políticas públicas para pessoas com deficiência de uma
metrópole brasileira, tenha posições tão antagônicas a
preceitos apregoados e difundidos, ao menos teoricamente, no
sentido de se buscar atingir ao máximo a inclusão social e
a acessibilidade universal e, tão desconexas das práticas
esperadas nos tempos atuais, onde se almeja alcançar um
futuro com uma sociedade bem menos discriminatória e mais
solidária, justa e igualitária.

Porto Alegre, 19 de junho de 2017.

Gilberto Kemer
Presidente -ACERGS

I Congresso Estadual de Acessibilidade e Inclusão promovido pela ACERGS

“Os Desafios da Cidade Inclusiva” foi tema do I Congresso Estadual de Acessibilidade e Inclusão promovido pela ACERGS
O O primeiro Congresso Estadual de Acessibilidade e Inclusão fez parte do calendário comemorativo dos 50 anos de fundação e atuação da ACERGS – Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (1967 – 2017). Também contemplou o programa pedagógico e o posicionamento da FADERGS – Faculdade de Desenvolvimento do Rio Grande do Sul, instituição comprometida com a causa da inclusão social, que elegeu esta temática central para o desenvolvimento de atividades com os alunos e professores ao longo de 2017. Além destas instituições, que foram as instituições realizadoras do evento, o Congresso contou com o apoio institucional da Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para PcD e PcAH no RS – FADERS, que tem os temas “acessibilidade” e “inclusão” na essência da sua origem e atuação.

O evento foi realizado nos dias 8 e 9 de junho de 2017 na Unidade Riachuelo da FADERGS e reuniu o conhecimento técnico-científico, as experiências profissionais daqueles que atuam em projetos de acessibilidade e inclusão, e as vivências pessoais dos que necessitam de alternativas de acessibilidade para que realmente sejam incluídos na vida em sociedade. Ao total, foram cerca de 100 participantes nos dois dias de Congresso, entre estudantes e profisisonais das áreas da saúde, serviço social e comunicação, entre outras, além de representantes de instituições relacionadas às temáticas do evento.

A programação do Congresso contou com a realização de três painéis abertos, que apresentaram os seguintes temas: “Os desafios da cidade inclusiva”, “Acessibilidade e Inclusão: olhares transversais” e “Ser diferente é ser normal”. Os debates e reflexões do Congresso, construídas pelos próprios participantes dos sete Grupos de Trabalho, foram base para a elaboração da “Carta do Congresso”, que reuniu os objetivos de cada eixo abordado no evento e será direcionada ao longo do mês de junho a todas as Prefeituras e Câmaras de Vereadores do Rio Grande do Sul a fim de pautar o desenvolvimento das políticas públicas das novas gestões municipais frente às demandas de acessibilidade e de inclusão.

Além da presença do presidente da Associação e demais membros do quadro, destacasse a iniciativa da coordenadoria de relações entre institucionais da Associação, senhora Gisele Hubbe, que foi a grande idealizadora  deste Congresso.

ACERGS recebe mais de 150.000 tampas plásticas do Projeto Destampados

Na noite da última quarta-feira, 14 de junho, a ACERGS recebeu mais de 150.000 (cento e cinquenta mil) tampas plásticas do Projeto Destampados, no campus Zona Sul da Uniriter. O projeto trata-se de iniciativa do grupo de alunos de administração da universidade. A ideia surgiu para um trabalho da disciplina de Gestão de Projetos e mobilizou não só as famílias dos integrantes do grupo, mas também seus locais de trabalho, amigos e comunidade acadêmica.

Por meio de uma parceria com o Tampinha Legal, os alunos conseguiram coletores padronizados, nos quais armazenavam as tampas que arrecadaram em aproximadamente três meses de execução do projeto. A quantidade arrecadada foi destinada à Associação de Cegos do Rio Grande do Sul, sendo entregue para a Diretora  da instituição, Bianka Rauber,  Como ação de encerramento da disciplina.
Segundo Bianka, é surpreendente o empenho do grupo com o projeto, pensando em detalhes como exposição de fotos das  coletas e separação de tampinhas bem como a   produção de materiais de divulgação do projeto, tais como: folhetos e videos.   Todos os alunos tinham  presente  que é através da venda das tampinhas recolhidas que é efetivada  a compra de bengalas para os usuários cegos e com baixa visão da associação.
Para Luziane Romil, uma das idealizadoras do projeto Destampados,  “É muito gratificante realizar um projeto como esse para beneficiar tantas pessoas que precisam,  ao mesmo tempo contribuir com ações positivas de cuidados com o nosso meio ambiente.”  O grupo de alunos informou também que pretende dar continuidade na campanha junto à universidade.
 

LIXO RECICLÁVEL SE TRANSFORMA EM INSTRUMENTO DE AUTONOMIA PARA CEGOS

*Acergs doa 20 bengalas produzidas a partir da arrecadação de tampinhas plásticas*

A Associação de Cegos do RS (Acergs) entregou nesta segunda-feira (12/6) vinte (20) bengalas para a turma de concluintes da Oficina de Orientação e Mobilidade, uma das principais atividades oferecidas pela instituição. O evento ocorreu no Auditório Rogério Uzum Fleishmann, na sede da Acergs, no Centro de Porto Alegre. As bengalas são de diversos tamanhos conforme a necessidade dos agraciados.

O clima de emoção esteve no rosto de cada um dos concluintes da oficina e a expectativa era para ser chamado para receber a sua bengala. Um dos contemplados, o sr. Avaríbio Vitt (foto), fez questão de levar à cerimônia algumas dezenas de tampinhas para contribuir com a campanha de arrecadação.

 

A aquisição das bengalas é o resultado de uma campanha que arrecada tampinhas plásticas de refrigerante e água desde 2016 quando a Acergs estabeleceu uma parceria com a empresa Design Bike Art. Naquele ano a campanha focou na aquisição de bicicletas de dois lugares utilizadas na socialização,  recreação bem como nos passeios ciclísticos. Em 2017, a venda das tampinhas está sendo destinada à compra de bengalas. Cada bengala é produzida com o equivalente a 60 Kg de tampinhas. Desde o início do ano já foram arrecadadas cerca de 3 toneladas delas. A metade já foi vendida e a outra parte está sendo preparada para a venda.

O presidente da Acergs, Gilberto Kemer, lembrou a história da bengala como instrumento de mobilidade para os cegos e lembrou que a campanha vem da solidariedade. “Em 1957 chegou no Brasil a primeira bengala branca, apenas 10 anos antes da criação da Acergs. Hoje comemoramos o sucesso da campanha das tampinhas, que além de ajudar o planeta permite essa doação para quem não pode adquirir”, comemorou. O presidente lembrou, ainda, que a entrega, de certa forma, é uma prestação de contas da campanha que coletou cerca de 3 toneladas de tampinhas em 2017.

Rafael Martins dos Santos, Diretor do Empreendedorismo  Acergs, reforçou a importância da reciclagem. “Esta ação é tão importante, pois transforma o lixo numa peça importantíssima para a autonomia das pessoas com deficiência visual. Um ato tão simples que resulta em algo tão grandioso e solidário”, destacou.

A arrecadação de tampinhas é uma campanha permanente da Acergs. O material pode ser entregue nas sedes administrativau e social da instituição e nos postos de coleta administrados por parceiros como o Instituto de Cardiologia, a Faders e o Hostel Solar 63. Além destes locais, alguns grupos de pessoas realizam coletas de tampinhas de forma espontânea e entregam na sede da Acergs.

Pontos de coleta das tampinhas:

Acergs – sede administrativa: Vigário José Inácio, 433, Centro, Porto Alegre.

Acergs – sede social: Av. Monte Cristo, 450, Vila Nova, Porto Alegre.
Instituto de Cardiologia: Av. Princesa Isabel, 395, Santana, Porto Alegre.
Faders – Fundação de Articulação e Desenvolvimento de Políticas Públicas para Pessoas com Deficiência e Pessoas com Altas Habilidades no RS: Rua Duque de Caxias, 418, Centro, Porto Alegre.
Hostel Solar 63: Rua Otávio Correia, 63, Cidade Baixa, Porto Alegre.
ACELE: rua Oswaldo Aranha,  894,  bom Fim, Porto Alegre.

Mais informações pelo telefone (51) 3225-3816

Assessoria de imprensa e fotos:

Luciana Fagundes

(51) 99380 0051f

GOSTO DE VITÓRIA E SUPERAÇÃO MARCOU A PARTICIPAÇÃO DA ACERGS NO REGIONAL SUL DE FUTEBOL 5

Equipe da ACERGS é Vice-Campeã do campeonato e já se prepara para o acesso à Série A

No último domingo (21/5) um jogo clássico movimentou o Regional Sul de Futebol 5 de Futsal para pessoas cegas e de baixa visão. Na quadra, dois times gaúchos prometiam uma partida emocionante. Na manhã do clássico, a equipe da Associação dos Cegos do RS (Acergs) sagrou-se Vice-Campeã da competição, perdendo a partida por 3 a 0, porém a equipe terminou a partida com gosto de vitória e superação.

O resultado garantiu vaga na Copa Loterias Caixa de Futebol 5 – Série B, que acontecerá em outubro deste ano, em São Paulo.
Na modalidade os times são compostos por quatro jogadores cegos totais, um goleiro de visão normal e um chamador, que fica atrás da goleira adversária orientando. Os jogadores de linha usam vendas nos olhos para evitar qualquer vantagem dos que tem percepção luminosa. A bola é adaptada com guizos em seu interior para orientação dos jogadores.

A equipe da Acergs vem se preparando desde a participação na Copa Loterias Caixa  Série B de 2016 onde ficou com o Bronze, mas não obteve o acesso à Serie A. Treinos  técnicos e físico conduzidos pelo Professor Caxias (André Luis Migliavacca Leal) fizeram com que a Equipe chegasse melhor preparada para a competição deste ano.

Ao término de mais um Regional Sul o diretor de Desporto da Acergs, Glailton Winckler, comemorou. “Nosso time foi incrível, manteve o foco mesmo com um desfalque importante. A equipe está de parabéns, pois, além do segundo melhor time da competição, superando equipes da elite nacional como APADV-SP e Asdefipel-RS, conquistou uma das duas vagas para a Copa Loterias Caixa, caminhando rumo à Série A”, vibrou.  As partidas desta etapa ocorrerão nos dias 24 a 29 de Outubro em São Paulo/SP.

Cronologia da Acergs no campeonato:

No dia 18 de Maio a equipe desembarca na cidade de Ponta Grossa Paraná para participar do Regional Sul de Futebol 5 em busca de um bom resultado e uma vaga na Série B da Copa Loterias Caixa de Futebol 5.

No dia seguinte (19/05) pela manhã a Acergs inicia a competição com vitória por 1 a 0 contra a equipe do INV-SP e no turno da tarde obtém um empate em 1 a 1 contra a AEDV-PR.

No dia 20/05 pela manhã, na terceira partida pelo grupo B a Acergs enfrentou a equipe considerada favorita da competição, Agafuc-RS, e perdeu por 4 a 0, resultado que fez com que a Acergs dependesse de um empate no jogo paralelo entre INV-SP e AEDV-PR.

A equipe da capital gaúcha ficou assistindo esperançosa por um resultado que lhe desse a vaga para a próxima fase. Aos 14 minutos do segundo tempo o INV-SP empata a partida com gol de pênalti e com este resultado a Acergs avançou para a semifinal do campeonato.

No turno da tarde em partida inspirada o jogador Leonardo Oliveira marca três Gols e a Acergs venceu por 3 a 1 a equipe do Cesec-SP e se classificou para a grande final contra a equipe rival da Agafuc-RS.

Na manhã do domingo (21/05) aconteceu o clássico Gaúcho Acergs-RS x Agafuc-RS.  A equipe da Acergs havia perdido, por lesão, o jogador colombiano Jhon e acabou perdendo a partida por 3 a 0. Com o resultado, sagrou-se Vice-Campeã da competição.

Equipes participantes:

Associação dos Cegos do Rio Grande do Sul (ACERGS-RS)

Associação Esportiva dos Deficientes Visuais do Estado do Paraná (AEDV-PR)

Associação Gaúcha de Futsal para Cegos (AGAFUC-RS)

Associação de Pais e Amigos e Deficientes Visuais (APADV-SP)

Associação dos Deficientes Físicos de Pelotas (ASDEFIPEL-RS)

Centro de Emancipação Social e Esportivo de Cegos (CESEC-SP)

Instituto Nova Visão (INV-SP)

 

Crédito da foto: Comunicação CBDV

Assessoria de imprensa:

Luciana Fagundes

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Marcha das Bengalas garantiu o compromisso da prefeitura com o pagamento de convênio com a Acergs  

Na última terça-feira (9/5), com a presença de mais de 100 pessoas, a Marcha das Bengalas parou o centro de Porto Alegre para chamar a atenção da população em um protesto histórico para a Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs). O resultado foi o compromisso das autoridades em honrar o pagamento dos valores em atraso com a instituição. A prefeitura admitiu o atraso e se comprometeu em quitar a pendência financeira com a Acergs no prazo máximo de três dias, portanto na próxima sexta-feira (12/5).

A mobilização, que contou com apoiadores, familiares, parlamentares, além de pessoas cegas e com baixa visão, foi motivada pelo atraso e ameaça do corte da verba de um convênio com a prefeitura da capital que prejudica o atendimento de mais de 800 pessoas com deficiência visual por mês.

A Marcha das Bengalas partiu da sede da Acergs, na Vigário José Inácio, 433, seguiu pela Rua dos Andradas, Dr. Flores, Salgado Filho, até a Borges de Medeiros, onde tomou o rumo do Paço Municipal. No caminho os manifestantes receberam o apoio da população que, estarrecida ao saber dos motivos do protesto, demonstrou solidariedade ao ato.

Na prefeitura, em um primeiro momento, as portas foram fechadas impedindo a entrada dos manifestantes e logo foram comunicados de que o prefeito não iria recebê-los. Após mais de uma hora de espera, chegou a primeira boa notícia: uma comissão de, “no máximo sete pessoas” seria recebida pelo vice-prefeito Gustavo Paim, pela Secretária de Desenvolvimento Social, Maria de Fátima Zacchia Paludo e pelo secretário da Fazenda Leonardo Busato.

Representando a Acergs na reunião estavam o presidente Gilberto Kemer, o vice-presidente Guilherme dos Santos Souza, o tesoureiro Airto Chaves, os conselheiros Bernadete Teixeira Vidal e Oneide de Souza Figueiredo, e os funcionários Maurício Wolker e Márcia Piereti, instrutores de informática e orientação/mobilidade respectivamente. As autoridades permitiram que os vereadores de Porto Alegre Aldacir Oliboni (PT) e Roberto Robaina (Psol) também acompanhassem a reunião.

A Acergs faz questão de destacar que não pertence a nenhum grupo político/partidário, que dialoga e apresenta suas reivindicações para todos os agentes públicos e parlamentares de todos os partidos.

A secretária Maria de Fátima Palludo justificou o atraso informando que as parcelas de 2017 do convênio não estavam previstas no orçamento deste ano, mas que um decreto do prefeito Nelson Marchezan garantiria o pagamento dos valores em atraso. As autoridades também se comprometeram em debater a renovação do convênio no final do mês de junho.

Para o presidente Gilberto Kamer, a Marcha das Bengalas mostrou a importância da união nos momentos de dificuldade. “Quero agradecer em nome da Acergs a enorme contribuição que os nossos apoiadores nos deram, seja na presença, na ajuda com a divulgação, em cada detalhe que fez com que o ato tivesse a visibilidade que teve. Aos meios de comunicação, tanto os oficiais como independentes, que foram fundamentais na repercussão da nossa pauta, a nossa gratidão. Esta atividade nos fortaleceu enquanto instituição e deve nos manter unidos e mobilizados constantemente contra qualquer tentativa de retrocesso que possa ocorrer”, alertou.

A Acergs tem 50 anos de existência e é a entidade pioneira na prestação do serviço na cidade de Porto Alegre. Trata-se de uma atividade de suma importância ao desenvolvimento do indivíduo com deficiência visual e fundamental às pessoas envolvidas neste momento de dor, superação e aprendizagem. Atua no acolhimento, reabilitação, qualificação profissional, empregabilidade, paradesporto e cultura.

Luciana Fagundes – Assessoria de imprensa

(51) 99380 0051

(51) 3225 3816 – Acergs

imprensa@acergs.org.br

Cegos organizam marcha contra corte de convênio pela Prefeitura de Porto Alegre

*Cegos organizam marcha contra corte de convênio pela Prefeitura de Porto Alegre*

O protesto vai ocorrer *nesta terça-feira (9/5)*, 14h, no centro da capital

A Associação de Cegos do Rio Grande do Sul (Acergs) organiza um protesto para chamar a atenção da população para o corte de verbas de convênio com a prefeitura da capital que vai prejudicar o atendimento de mais de 800 pessoas com deficiência visual, entre cegos e com baixa visão, além de familiares, em Porto Alegre.

A *Marcha das Bengalas* conta com o apoio de importantes entidades que atuam com pessoas com deficiência como a União de Cegos do RS, a Federação Rio grandense de Entidades de Cegos e para Cegos do RS, a Associação de Cegos Louis Braille, os Conselhos Estadual e Municipal das Pessoas com Deficiência, entre outros. A Marcha das Bengalas terá *concentração às 14h* em frente à sede da Acergs (*Vigário José Inácio, 433*) e seguirá pelas ruas do centro até o Paço Muncipal onde o grupo pretende ser atendido pelos gestores da prefeitura.

O convênio com a Prefeitura Municipal de Porto Alegre, de janeiro de 2016 no valor de R$ 26.249,31 repassados a cada trimestre, foi firmado através da extinta Secretaria Municipal de acessibilidade e inclusão, absorvida pela secretaria de Desenvolvimento Social. Entretanto, o convênio que estabelece os serviços de orientação e mobilidade, atendimento psicológico, ensino do braille e aulas de informática para a população com deficiência visual está em risco.

O presidente da Acergs, Gilberto Kemer, explica o motivo do protesto. “Recebemos a informação de que não teremos mais a garantia da verba e isto compromete a continuidade do trabalho de reabilitação e habilitação de pessoas cegas e com baixa visão em função da ausência do repasse para o pagamento dos profissionais pela Prefeitura. Por isto estamos nos mobilizando e contamos com o apoio da população”, disse o presidente.

A Acergs tem 50 anos de existência e é a entidade pioneira na prestação do serviço na cidade de Porto Alegre. Trata-se de uma atividade de suma importância ao desenvolvimento do indivíduo com deficiência visual e fundamental às pessoas envolvidas neste momento de dor, superação e aprendizagem. Atua no acolhimento, reabilitação, qualificação profissional, empregabilidade, paradesporto e cultura. Atualmente atende cerca de 800 pessoas com deficiência visual por mês.

O diretor financeiro da entidade, Airto Viana Chaves, reforça a preocupação da diretoria. “São muitos anos de trabalho e luta por melhores condições de vida e autonomia para as pessoas cegas. Não é possível aceitar qualquer retrocesso que afete o protagonismo e desenvolvimento das pessoas com deficiência visual. Somos cientes de que nosso pleito é justo no sentido de que a Prefeitura de Porto Alegre dê continuidade ao convênio firmado”, destacou.

A Acergs está utilizando as redes sociais para convocar a população da capital a se somar à Marcha das Bengalas e já recebeu a confirmação da presença de representantes das principais instituições que atuam com pessoas com deficiência.

*Marcha das Bengalas*

Dia 9 de maio (terça-feira) – 14h

Concentração na sede da Associação de Cegos

Rua Vigário José Inácio, 433

A marcha seguirá em direção a Prefeitura de Porto Alegre

Mais informações e agendamento de entrevistas:

Luciana Fagundes – Assessoria de imprensa

(51) 99380 0051

(51) 3225 3816 – Acergs

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